
A Chevrolet é quase desconhecida na Europa, as pessoas passam desconfiadas por seu estande no Salão de Frankfurt. Primeiro olham para uma picape com grade frontal gigante, depois para um sedã executivo com jeito contido, ignoram um hatch que lembra o Opel Astra muito de longe, reconhecem o Spark das ruas e só param mesmo, com ar de admiração ao lado do Camaro, que está sob a estátua de resina do "transformer" Bumblebee. Parece meio sem-graça, mas este é um dos estandes mais interessantes da feira para quem quer saber aonde vai -- ou deveria ir -- a marca da gravatinha dourada no Brasil.
Pois aí no país, onde GM ainda é uma das marcas mais adoradas, um estande como este causaria alvoroço geral. E é este rebuliço que a marca promete causar com a mudança geral em sua linha, que está timidamente em curso, mas deve tornar-se mais contundente nos próximos meses. A Chevrolet precisa avançar radicalmente e deixar para trás os anos de apagão criativo e tecnológico.
Descontando Agile, Montana e os face-lifts de Celta/Prisma e Classic, o Cruze (apresentado na última semana) é o primeiro fruto realmente válido desta safra de mudanças. Outras novidades e boas apostas estão aqui, em Frankfurt. A nova geração do sedã médio-grande Malibu só chega em 2013, mas já marca presença; o Cruze hatch é a próxima configuração do novo médio da marca, servindo para substituir o Vectra GT; o Spark é bem conhecido do europeu, mas principalmente de coreanos e latinos que o chamavam de Matiz -- no Brasil, o carro deve dar origem ao projeto Onix, que deixará Celta e Prisma no museu em algum momento; por fim, há a Colorado Rally Concept, picape que vai centralizar as atenções de quem atualmente só pode contar com a S10, que é líder, mas não contenta a quem busca mais conteúdo.
Novo Celta 2012

