
O principal índice das ações brasileiras caiu nesta quinta-feira (18). O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) fechou em queda de 3,52%, aos 53.134,10 pontos, fortemente atingido pelas blue chips Petrobras e Vale. Mais cedo, a Bolsa chegou a cair mais de 5%.
Foi a maior queda percentual diária desde o dia 8 de agosto, quando o Ibovespa caiu 8,08%. Com isso, a Bolsa reverteu os ganhos da semana e agora acumula prejuízo semanal de 0,63%. No ano, o prejuízo da Bolsa é de 23,33%.
O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,93 bilhões, acima da média diária do ano.
O aumento da aversão a risco no exterior por preocupações com o crescimento global e com a crise da dívida na Europa derrubou o principal índice das ações brasileiras, assim como aconteceu com as principais Bolsas internacionais.
Comparativamente, o Ibovespa teve uma perda até mais leve do que em Nova York, onde os principais índices despencaram entre 3,7% e 5,2%. Mais cedo, o principal índice acionário europeu desabara 4,8%, na maior queda diária em dois anos e meio.
O câmbio também foi afetado por aqui. O dólar comercial fechou no azul, cotado a R$ 1,60 para venda, com alta de 0,96%.
Vale e Petrobras
O temor cada vez mais presente de que o mundo esteja voltando à recessão atingiu com mais força as commodities. O preço do barril do petróleo desabou quase 6%.
A ação preferencial da Petrobras (PETR4) tombou 2,73%, a R$ 20,30.
Não bastasse esse pano de fundo negativo, a Vale, empresa mais líquida do Ibovespa, foi atingida por um relatório do Goldman Sachs, que reduziu o preço-alvo do papel da mineradora devido à deterioração do cenário global e aos resultados financeiros decepcionantes da empresa no segundo trimestre.
Resultado: o papel preferencial da companhia (VALE5) teve baixa de 4,96%, a R$ 38,30.
Mais uma vez, os Estados Unidos
Mais sinais de fraqueza da economia norte-americana atingiram em cheio o movimento de recuperação das bolsas no mundo todo, que caíram com força, influenciando a Bovespa, que tombou ao menor nível em sete sessões.
“As bolsas vinham se recuperando, mas os indicadores econômicos de Estados Unidos e Europa estão colocaram tudo abaixo", resumiu o diretor da corretora Ativa, Álvaro Bandeira.
O profissional referiu-se ao dado de atividade fabril na região do Meio-Atlântico dos Estados Unidos, que desabou em agosto, recuando ao menor nível desde março de 2009, enquanto a venda de moradias usadas no país caiu inesperadamente em julho, reduzindo esperanças de melhora na recuperação econômica.
Bolsas internacionais
As principais Bolsas internacionais tiveram fortes quedas atingidas por novos temores de uma recessão mundial e por dados decepcionantes nos Estados Unidos, que se somaram à persistente preocupação pela crise da dívida na Europa.